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Sobre o Autor - Dom Orani João Tempesta, O. Cist., (São José do Rio Pardo, 23 de junho de 1950) é um monge da Ordem Cisterciense e bispo católico brasileiro. Foi o terceiro bispo de São José do Rio Preto e nono arceb
Rio de Janeiro,RJ -

Em tudo amar e servir - 06/01/2018 - 0:00

No dia 27 de outubro de 2017, o Papa Francisco nomeou mais um auxiliar para a arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: Mons. Paulo Celso Dias do Nascimento! Teremos a graça de conferir neste sábado, dia 06 de janeiro de 2018 o Sacramento da Ordem no grau do episcopado ao Monsenhor Paulo Celso Dias do Nascimento, como nosso Bispo Auxiliar e Bispo Titular de Agunto. Ele nasceu em 14 de abril de 1963, na cidade de Lagarto, no Estado do Sergipe. De família católica, foi coroinha e fez parte da Cruzada Eucarística. Inicialmente queria ser piloto de avião, mas o exemplo de seu pároco, o italiano Padre Mario Rino Sivieri, hoje bispo emérito da Diocese de Propriá (SE), fez aflorar sua vocação. Por não ter seminário em sua diocese, seus estudos acadêmicos foram realizados em vários lugares. Nos primeiros três anos, fez o seminário menor na capital Aracaju. Em 1983, veio para o Rio de Janeiro para cursar filosofia e teologia no nosso Seminário Arquidiocesano de São José, que foram concluídas nos seminários arquidiocesanos de Maceió (AL) e Salvador (BA).
No dia 13 de maio de 1989 - memória de Nossa Senhora de Fátima - já com 26 anos, foi ordenado sacerdote na sua paróquia de origem, o Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto, pelo então bispo diocesano de Estância (SE), Dom Hildebrando Mendes Costa. Depois de um estágio com seu antigo pároco, dirigiu por quatro anos a Paróquia São Francisco de Assis, na cidade vizinha de Cristinápolis. Enviado pelo seu bispo para estudar Direito Canônico, retornou ao Rio em 15 de janeiro de 1997. Enquanto auxiliava na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana, cursou psicologia na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). Depois de fazer um estágio por dois anos na Beneficência Portuguesa, na Glória, assumiu em 4 de agosto de 2003 - Dia do Padre – a capelania do Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, oficio que ocupou até a presente data. Desde 2016, é o coordenador Arquidiocesano da Pastoral da Saúde.
Neste clima de tempo de Natal e da Epifania ele é ordenado bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro que está às vésperas de iniciar a trezena de preparação da festa do seu padroeiro neste ano do laicato.
O Bispo Auxiliar deve estar em comunhão com a Igreja e com o seu (Arce)Bispo. A Igreja é sacramento de salvação e, por meio da sua visibilidade, Cristo está presente, entre os homens que continua a sua missão, dando aos fiéis o seu Espírito Santo. O corpo da Igreja se distingue de todas as sociedades humanas; ela se rege não pelas capacidades pessoais de seus membros, mas pela íntima união com Cristo, da qual recebe e comunica aos homens vida e energia.
A Igreja é comunhão, pois, nos diz o Concílio Ecumênico Vaticano II no decreto Unitatis Redintegratio n.15: os fiéis, unidos ao Bispo, têm acesso a Deus Pai por meio do seu Filho, Verbo encarnado, morto e glorificado, na efusão do Espírito Santo, e entram em comunhão com a Santíssima Trindade. A comunhão eclesial é comunhão de vida, de caridade e de verdade e, enquanto vínculo do homem com Deus funda uma nova relação entre os homens e manifesta a natureza sacramental da Igreja. A Igreja é a “casa e a escola da Comunhão” (Novo Millennio Ineunte, 43). Esta casa que se edifica em torno da Eucaristia, sacramento da comunhão eclesial, de onde “partindo realmente do Corpo do Senhor, somos elevados à comunhão com Ele e entre nós” (Lumen Gentium 3, 7 e 11). Ao mesmo tempo a Eucaristia é epifania da Igreja, onde se manifesta o seu caráter trinitário.
O Bispo Auxiliar, que é constituído para alcançar mais eficazmente o bem das pessoas numa diocese extensa ou com um número elevado de habitantes ou por outros motivos de apostolado, é o principal colaborador do Bispo diocesano no governo da diocese. Por isso o Bipo Auxiliar é o irmão que participa dos projetos pastorais, das providências e de todas as iniciativas diocesanas, a fim de que na recíproca troca de opiniões procedam na unidade de intenções e na harmonia de empenho. Bispo Auxiliar, consciente de sua função na diocese, estará sempre em comunhão e unidade com o Bispo diocesano e demais auxiliares na unidade diocesana.
O Bispo auxiliar é chamado a edificar incessantemente a Igreja particular na comunhão de todos os seus membros e, destes, com a Igreja universal, vigiando a fim de que os diversos dons e ministérios contribuam para a comum edificação dos batizados com a difusão do Evangelho.
Acolho, com alegria, Dom Paulo Celso, nosso novo bispo auxiliar. Que seu mistério seja muito frutuoso em nossa Arquidiocese. Quero dizer a este irmão no episcopado e cooperador do meu múnus enquanto Arcebispo desta significativa Arquidiocese que pode contar com o meu apoio e com as minhas orações. Seja muito bem acolhido pelos Senhores Bispos auxiliares, padres, diáconos, religiosas e religiosos e todos os fiéis.
Dom Paulo Celso escolheu como lema episcopal: “In Omnia Amare et Servire”, ou seja, Em tudo amar e servir”, lema de vida de Santo Inácio de Loyola. Dom Paulo Celso quer se entregar, como Bispo, a todos os irmãos e irmãs, testemunhando a solidariedade, particularmente para com os enfermos. Usará de sua ciência e competência para apascentar o povo de Deus, como primeiro auxiliar do Bispo Diocesano, para construirmos a unidade na Barca Arquidiocesana, em que todos são chamados a lançar as redes, renovando cada dia o testemunho e a missão da Igreja de Cristo.
Aproveito para refletir junto com todos uma palavra do Papa Francisco aos membros da Cúria Romana, há poucos dias, por ocasião deste tempo natalino que ora vivemos, na busca da comunhão e unidade nesta Igreja que o Senhor nos deu para servir: “Fazendo apelo à imagem do pastor (cf. Ez 34, 16; Jo 10, 1-21) e sendo a Cúria uma comunidade de serviço, «far-nos-á bem, também a nós, chamados a ser Pastores na Igreja, deixar que a Face do Deus Bom Pastor nos ilumine, nos purifique, nos transforme e nos restitua plenamente renovados à nossa missão. Que também nos nossos ambientes de trabalho possamos sentir, cultivar e praticar um forte sentido pastoral, antes de tudo em relação às pessoas que encontramos todos os dias. Que ninguém se sinta ignorado ou maltratado, mas cada um possa experimentar, antes de tudo aqui, a atenção carinhosa do Bom Pastor».[19] O compromisso de todo o pessoal da Cúria (e eu acrescento de todos nós bispos, nota minha) deve ser animado por uma pastoralidade e uma espiritualidade de serviço e comunhão, pois isto é o antídoto contra todos os venenos da vã ambição e da rivalidade ilusória. Neste sentido, o Beato Paulo VI advertiu: «Não seja, portanto, a Cúria Romana uma burocracia, como erradamente alguém a julga, pretensiosa e apática, apenas canonista e ritualista, um ringue de ocultas ambições e surdos antagonismos, como a acusam outros; mas seja uma verdadeira comunidade de fé e caridade, de oração e ação; de irmãos e filhos do Papa, que tudo fazem, cada um no respeito da competência alheia e com sentido de colaboração, para o servir no seu serviço aos irmãos e aos filhos da Igreja universal e de toda a terra».[20]” http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/22/%C3%ADntegra_do_discurso_do_santo_padre_%C3%A0_c%C3%BAria/1280890, acessado pela última vez em 05 de janeiro de 2018).
O apelo do Papa Francisco de que nos bispos se sinta o cheiro das ovelhas é eloquente, atual e deve ressoar no ministério de todos os sucessores dos Apóstolos.
Seja bem-vindo, prezado irmão e que nunca lhe falte a proteção constante de São Sebastião e da Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida.
Dom Paulo Celso conto com a sua preciosa colaboração como Bom Pastor que pastoreia as ovelhas, as chama pelo nome, as conduz ao aprisco do Cristo, com compaixão e misericórdia, que esteja a serviço generoso, exclusivo e compassivo do povo de Deus, em comunhão e unidade, para em tudo amar e servir!

 

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